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“A emoção de escrever o meu nome pela primeira vez foi de ter renascido.” O relato de Paulina Pereira da Silva, 74 anos, reflete a transformação provocada pelo Programa Sim, Eu Posso! a partir de junho de 2016, quando o Governo do Maranhão iniciou a alfabetização de milhares de jovens e adultos em áreas rurais do interior do estado.

Desenvolvido em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), o Sim, Eu Posso! já ensinou 7.119 pessoas a ler e escrever em oito municípios maranhenses de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), na primeira fase do programa.

A meta para o próximo ciclo, iniciado neste mês de junho, é alfabetizar 20.075 pessoas em 15 das 30 cidades com menor IDH do Maranhão. São 1.258 educadores mobilizados nas duas etapas do programa para condução dos círculos de leitura que retiram os alunos do analfabetismo em apenas oito meses
.
O rápido tempo de aprendizado ocorre por meio de método de ensino inovador idealizado pelo Instituto Pedagógico Latino-Americano e Caribenho de Cuba (Iplac), aliado à pedagogia de Paulo Freire.

Causas do analfabetismo
O Nordeste e o Norte são as regiões que reúnem os maiores índices de analfabetismo do Brasil, onde 12,9 milhões de pessoas desconhecem a escrita, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2016.
O Maranhão é o quarto estado do Nordeste em número de residentes que nunca frequentaram creche ou escola – 972.853 pessoas, o equivalente a 15% da população, segundo censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010.
Há quem tenha estado tempo insuficiente em sala de aula para conseguir escrever a própria história. “Quando eu era jovem, estudei três meses. Eu chorava e meu pai não deixava, e fui trabalhar na roça”, conta Paulina da Silva.
A narrativa da lavradora de Santana do Maranhão não é incomum e denuncia a miséria e a injustiça social de décadas como principais causas do analfabetismo, mal que está sendo combatido pela atual gestão.

Enfrentando o problema
“Nossa determinação é vencer o analfabetismo, pondo fim a um problema que se perpetuou por anos de descaso. Acreditamos que nossa população possa aprender, possa crescer mais. Por isso, o programa continua”, afirma o governador Flávio Dino.
O Sim, Eu Posso! é só uma parte das ações do governo nas cidades mais pobres do estado, para o qual foram investidos R$ 27.486.051,05, somados os recursos aplicados nas duas etapas do programa.

Por meio do Plano Mais IDH, investimentos começam a chegar a lugares antes esquecidos pelo poder público. São esforços em educação, serviços de saúde, cidadania, saneamento básico, segurança alimentar e desenvolvimento da produção agrícola, entre outros.

Saindo da escuridão
“Vou fazer muitas coisas, um trabalho melhor porque, hoje em dia, quem consegue um serviço melhor é quem sabe ler”, diz Francisco José Rocha dos Santos, que aos 49 anos começou a escrever suas primeiras linhas, após se formar nos círculos de leitura promovidos em Água Doce do Maranhão.

Em Itaipava do Grajaú, a aluna Joana Oliveira, 65 anos, conta que já havia participado de outros programas de alfabetização, mas ainda não havia aprendido a ler e escrever. “Foi muito boa a minha participação. Agora eu consigo escrever meu nome e conheço o alfabeto todinho. Conheço as letras, escrevo uma carta pequena”, diz.

Cidades atendidas
Em sua primeira etapa, o Sim, Eu Posso! esteve nas cidades de Aldeias Altas, Água Doce do Maranhão, Governador Newton Bello, Itaipava do Grajaú, Jenipapo dos Vieiras, Santana do Maranhão, São João do Carú e São Raimundo do Doca Bezerra.

No segundo ciclo, o programa estará presente em Jenipapo dos Vieiras, Itaipava do Grajaú, Aldeias Altas, Água Doce do Maranhão, Governador Newton Bello, Santana do Maranhão, São João do Carú, São Raimundo do Doca Bezerra, Lagoa Grande do Maranhão, São Roberto, Afonso Cunha, Marajá do Sena, Santa Filomena do Maranhão, Milagres do Maranhão e Belágua.

Fonte:
http://www.sedihpop.ma.gov.br/2017/06/12/sim-eu-posso-transforma-vidas-e-ajuda-a-escrever-novas-historias-no-maranhao/

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