Os chamados de recall de veículos bateram recorde em 2016, com 122 campanhas no total - um aumento de 5% sobre o ano anterior, segundo levantamento divulgado pela Fundação Procon-SP nesta quarta-feira (11). Como 2016 foi ano bissexto, a média é de exatamente 1 recall a cada 3 dias. Em 2015, foram 116 campanhas.

No entanto, o volume de carros, caminhões, motos e quadriciclos convocados para reparos foi 41% menor, ante o ano imediatamente anterior, com 1.661.064 unidades.

Com isto, 2015 ainda pode ser considerado o "ano dos recalls", com 2.835.185 de unidades convocadas.

Isto quer dizer que em 2016 foram anunciados mais recalls, porém com número menor de veículos envolvidos.

O sistema de airbags ainda é o que mais causa campanhas de recall, principalmente por causa dos dispositivos feitos pela japonesa Takata, que foram ligados a pelo menos 11 mortes nos Estados Unidos e 5 na Malásia.

Em 2016, problemas nos airbags (nem todos da Takata) causaram 27 recalls, com 978 mil veículos afetados no Brasil. Em 2015, o sistema de segurança provocou 21 chamados.

Entre as montadoras, a Porsche registrou o maior número de chamamentos, com 14, seguida pela Jeep com 11 e por Mercedes-Benz, Subaru e Toyota, com 7 cada uma.

Não existe recall por defeito que não seja sério. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, o chamado deve ser feito quando houver um defeito de fabricação que coloque em risco a vida do usuário.

Uma vez anunciado o recall, não existe limite de data para fazê-lo. O que pode ocorrer é a montadora determinar uma data de início do atendimento, e não uma para o fim.

Qualquer problema como demora no agendamento, lentidão no reparo e mau atendimento deve ser denunciado no Procon local. Os consertos devem ser totalmente gratuitos.

Segundo levantamento do mesmo Procon-SP, apenas 12,82% dos chamados de recall foram atendidos no 1º semestre de 2016.

Entre janeiro e junho, 911.028 veículos foram convocados para recalls no Brasil, mas apenas 116.830 compareceram às oficinas. De acordo com o Procon-SP, o número é "preocupante".

Fonte: Site G1

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